sábado, 17 de julho de 2010

Acabou

Na necessidade de simplificar minha vida, este Blog acaba hoje.
Seu propósito se foi.
Adeus.

Adeus

Adeus! Adeus! Adeus!
Palavra que faz chorar.
Adeus! Adeus! Adeus!
Não há quem possa suportar.
Adeus é bem triste, que não se resiste.
Ninguém jamais com adeus, pode viver em paz.
Pra que foste embora?
Por ti, tudo chora!
Sem teu amor, esta vida não tem mais valor.
[Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves, Adeus]

Castigo (Lupicínio Rodrigues)

Eu sabia que você um dia me procuraria em busca de paz.
Muito remorso, muita saudade, mas afinal o que é que lhe traz?
A mulher quando é moça e bonita nunca acredita poder tropeçar.
Quando os espelhos, lhe dão conselhos é que procuram em quem se agarrar.
E você pra mim foi uma delas que no tempo em que eram belas viam tudo diferente do que é.
Agora que não mais encanta, procura imitar a planta. as plantas que morrem de pé.
E eu lhe agradeço por de mim ter se lembrado dentre tanto desgraçado que em sua vida passou.
Homem que é homem faz qual o cedro que perfuma o machado que o derrubou.
Castigo (Lupicínio Rodrigues)

Vai, vai mesmo (Ataulfo Alves)

Vai, vai mesmo.
Eu não quero você mais, nunca mais.
Tenha santa paciência, põe a mão na consciência, deixe-me viver em paz.
Sai de vez do meu caminho, dê a outro seu carinho, me abandone por favor.
Ai, que dor, você machucou meu peito.
Não tem mais o direito de mandar do meu amor.
Vai ou não vai?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nasce um novo dia

"O Sol Nascerá",
as cortinas irão se fechar
"Folhas Secas" virão
e o show vai continuar...

[Samba de Enredo - Mangueira 2010]

(Foto do nascer do dia de hoje da sacada de minha casa)

sábado, 10 de julho de 2010

Nós, nunca

Nós nunca mais caminhamos juntos
Nós não viajamos juntos
Nós não fomos ao nutricionista
Nós não fizemos o curso de dança
Nós não vivemos juntos

Mudar nós mesmos

Entendendo a possibilidade, mais do que certa, das mesmas coisas representarem algo diferente em diferentes pessoas, seremos mais compreensíveis com nosso muito próximo e sua maneira pessoal de sentir o mundo. De qualquer forma, tentar conviver com nosso muito próximo do jeito que ele é, compreendendo-o e aceitando seus sentimentos, sua maneira de pensar e de agir requer boa dose de abnegação e complacência.

Para essa tentativa de convivência precisamos mudar algumas coisas em nosso interior. Precisamos, principalmente, nos despojar do orgulho, da vaidade e da presunção. Há pessoas que não abrem mão desses sentimentos da alma humana (do Ego) alegando o risco de anularem suas personalidades, como costumam dizer. Trata-se de uma afirmativa mais retórica que real. Não se anula personalidade alguma, antes disso, constrói-se uma personalidade solidamente imune à alguns tropeços da natureza humana.

Abrir mão de nosso orgulho, de nossa vaidade e de nossa presunção não é tarefa fácil. É instintivo que a natureza humana se deixe conduzir por tais atributos e toda iniciativa contrária à eles é trabalhosa. Tudo o que eleva a pessoa é mais trabalhoso que aquilo que degenera.

Aceitar o fato de que minha opinião possa não ser a melhor mas apenas minha opinião, que minhas atitudes possam não ser as mais certas mas apenas minhas atitudes, que meu muito próximo possa gostar dele o mesmo tanto que gostamos de nós, enfim procurar fazer com que nosso ego se realize na humildade e não dependa de adulações são tarefas tão ou mais difíceis que tentar mudar meu muito próximo.

Ao tentar mudar os outros sabemos para quem e em qual direção devemos apontar nosso arsenal mas, em se tratando da mudança em nosso próprio ser, constatamos que nosso maior adversário encontra-se dentro de nós mesmos. De fato, tentar mudar a nós mesmos pode ser mais difícil que tentar mudar os outros.

O ideal seria não sofrermos quando a maneira de ser de nosso muito próximo fosse diferente da nossa. Há pessoas privilegiadas que conseguem conviver naturalmente com seu próximo por possuírem uma personalidade nobre. Quando não for esse o caso, conseguiremos conviver com nosso muito próximo produzindo mudanças favoráveis em nosso ser, como dissemos. Estaremos, assim, construindo uma personalidade também nobre.

Entretanto, não sendo possível empreendermos mudanças favoráveis em nosso ser, impossibilidade normalmente devida ao nosso gênio irascível, ou quando a maneira de ser de nosso muito próximo for decididamente irreconciliável com a nossa, devemos ponderar a seguinte questão: O grau de proximidade desse nosso muito próximo é suficiente para convivermos obrigatoriamente com ele?

Se for definitivamente obrigatória a convivência com esses nossos muito próximos, devemos saber dosar nossa postura: por um lado, dosar nossos esforços no sentido de modificá-los e influenciar sensatamente o jeito de serem e, por outro lado, exercitar nossa complacência, tolerância e compreensão.

Não sendo obrigatória a convivência com esses nossos muito próximos e não se conseguindo mudanças significativas em sua maneira de ser, nem em nossa, planos devem ser elaborados para nos livrarmos dessa proximidade.

[Extraído de Ballone GJ - A Convivência com o Próximo - in. PsiqWeb, Internet, disponível em revisto em 2003]