segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Uma pedra no peito

"Consumou ali sua derrota. Caindo de cansaço, conseguiu chegar ao gabinete, e como estava, vestido, lançou-se de bruços na cama arrumada para ele, enfiou a cabeça debaixo do travesseiro num gesto convulso e assim ficou deitado duas horas, sem dormir, sem refletir, com uma pedra no peito e um desespero bruto e estático na alma."
[Dostoiévski, Fiodor (1870) Os Demônios. pp. 431]

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